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Até quando ser honesto será uma exceção?

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Você já ouviu falar de Aaron Hunt? Ele é um jogador do time alemão de futebol Werder Bremen. Não era tão conhecido mundialmente até quando tomou uma atitude inesperada durante a partida contra a equipe do Nuremberg, na disputa pelo Campeonato Alemão.


O juiz marcou pênalti após Hunt simular uma queda na grande área, para espanto da torcida adversária. O jogador teve a oportunidade de marcar mais um gol a favor do Werder Bremen, mas tomou uma decisão melhor e mais inteligente: ele decidiu ser honesto.


Enquanto simulações de penalidades, trapaças e artimanhas para tirar proveito de situações em campo são condutas cada vez mais comuns no futebol, Hunt fez diferente e assumiu o próprio erro. Ele sinalizou que não tinha sofrido falta e o árbitro, imediatamente, anulou a decisão.


Ao fim da partida, o jogador explicou a uma emissora de tevê que agiu errado ao tentar forçar um pênalti. “Foi puro instinto, mas foi errado. Tive que pensar sobre isso até concluir que nós não queremos vencer uma partida desse jeito”, afirmou.


No futebol, cumprir as regras e respeitar o adversário tem até nome especial: “fair play” (“jogo limpo”, em português). Mas, por que será que atitudes como essa, que deveriam ser a regra, ainda chamam atenção por ser exceção? Tornou-se comum agir com falta de ética. As ações corretas e íntegras são vistas como extraordinárias ou consideradas especiais.


Em um cenário no qual a maioria tenta levar vantagem de alguma forma, a minoria honesta ainda ganha destaque, como ocorreu com Hunt. Ele falhou ao tentar simular uma penalidade, mas soube reconhecer o próprio erro ao se recusar a continuar a agir de forma desonesta. Tão importante quanto ser justo é saber reconhecer as próprias falhas. Assumir um erro é atitude digna de nobreza, que não torna ninguém menor ou inferior.


Muitos outros atletas fazem encenações de lances e faltas, mas, ao contrário do alemão, preferem se beneficiar diante da farsa. Alguns ganham até a fama de cai-cai, pois têm o hábito de se jogar no gramado para tentar enganar árbitros e até a torcida. É importante considerar que agir dessa forma é o mesmo que agir de má-fé. É uma demonstração de falta de integridade e de desonestidade.


Hunt não merece parabéns ou congratulações, pois agir de forma justa é dever de todo cidadão, seja em uma partida de futebol, seja no dia a dia.


E você! Qual a sua opinião? Vale tudo para vencer uma partida?

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